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15/07/2025

Estratégia BIMBR avança com ações para transformar a construção civil no Brasil

A nova fase da Estratégia BIMBR está redesenhando o futuro da construção civil no Brasil. Lançada em novembro do ano passado, a iniciativa dá um passo importante rumo à digitalização do setor, abrindo caminho para mais produtividade, inovação e independência tecnológica. São mais de 60 ações previstas para os próximos três anos, organizadas em três grandes frentes: modernizar o setor público, capacitar profissionais e incentivar a inovação.

No eixo A, dedicado à estruturação do setor público, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) está tomando frente da adoção do BIM na administração pública, não executando obras, mas atuando como articulador de políticas, normas e ferramentas que viabilizam a implantação da metodologia em todo o país.

Uma das ações de destaque é o desenvolvimento do Obrasgov, uma plataforma que vai reunir dados e modelos BIM de forma transparente e colaborativa para obras públicas. A formação de servidores públicos também é prioridade, com cursos e eventos promovidos em parceria com a ABDI e a ENAP. A atualização de decretos estratégicos, como o 7.983 e o 10.306, está em andamento para refletir esse novo momento.

Outro exemplo é a atuação da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), que, desde 2013, utiliza o BIM em seus projetos. Atualmente, a SAC tem 27 projetos em BIM em 20 aeroportos de todas as regiões do país, com uma carteira que soma R$ 1,5 bilhão em investimentos. A secretaria atua como uma verdadeira “piloto” da metodologia, capacitando profissionais, desenvolvendo ferramentas e planejando novas ações, como a automação de checagem de modelos em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Formação e atualização profissional

O eixo B da Estratégia BIMBR foca na capacitação de profissionais e atualização dos currículos da educação técnica e superior. A meta é clara: até 2027, o BIM deve estar presente em pelo menos 42 matrizes curriculares. O Ministério da Educação (MEC), por meio de suas secretarias de Educação Superior e Profissional e Tecnológica, está conduzindo essa transformação em parceria com universidades e institutos federais.

Estão previstas ações como o diagnóstico de maturidade BIM em 463 cursos de engenharia civil, arquitetura e urbanismo. A partir dos resultados, serão promovidos encontros com pró-reitores e coordenadores para apoiar a atualização das grades curriculares.

Parcerias, inovação e apoio à indústria

No eixo C, a palavra de ordem é articulação. A ABDI atua como parceira estratégica, apoiando iniciativas em todos os eixos da estratégia. Programas como o Construa Brasil e o Construa 4.0 incentivam a industrialização da construção civil e a digitalização de pequenas e médias empresas, assim como a formação regionalizada, por meio das criação de células BIM. 

O financiamento à inovação também ganha força, com apoio de instituições como BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil e FINEP, que estão criando condições para a modernização do setor, incluindo a aquisição de softwares, máquinas e o desenvolvimento de tecnologias nacionais. A meta é ambiciosa: o Brasil não deve ser apenas consumidor, mas também criador de soluções para a construção civil.

A ABDI também está relançando o curso Democratizando BIM, agora com foco nos agentes públicos. A nova versão foi testada em 2024, em uma turma-piloto realizada em Brasília, e está ganhando o país em formato de caravana, com o objetivo de alcançar o maior número possível de municípios.

Outro destaque é a atualização da Plataforma BIMBR, que ganhou uma interface mais moderna e funcional. Com mais de 35 mil usuários cadastrados e cerca de 3,5 mil objetos BIM disponíveis, a plataforma é um dos principais pontos de apoio da comunidade BIM no Brasil, abrigando a Biblioteca Nacional BIM, um repositório colaborativo que segue normas da ABNT e incentiva a participação do mercado.

Debate e futuro

Todos esses avanços e desafios foram debatidos durante o BIM Fórum Conference 2025, que reuniu representantes do setor público, privado e da academia para discutir o futuro da construção civil no Brasil, em maio, em São Paulo. O painel que tratou da Estratégia BIMBR teve a mediação do presidente do BIM Fórum Brasil, Rodrigo Koerich, e a participação de Leonardo Santana, gerente substituto da Unidade de Transformação Digital da ABDI, Luíza Deusdará, diretora de Investimentos da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Regina Lemos, secretária adjunta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e Regina Ruschel, professora sênior da UNICAMP e vice-coordenadora do Comitê Científico e Técnico do BFB.

Na foto (esq – dir): Luíza Deusdará; Leonardo Santana; Regina Lemos; Rodrigo Koerich; e Regina Ruschel

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