X

Notícias

19/06/2026

Pesquisa vai mapear avanços e desafios da digitalização na construção

A transformação digital da construção brasileira passa pela experiência de quem projeta, executa, coordena e gerencia obras no dia a dia. Com o objetivo de ouvir esses profissionais e acompanhar a evolução do setor, o BIM Fórum Brasil (BFB), com apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), lança na segunda-feira (22/6) a terceira edição da Pesquisa Nacional sobre Digitalização.

Em entrevista exclusiva ao Perspectiva CAU, o presidente do BFB, Erik Vinicius de Aquino e Santos, reforça a importância do levantamento desta edição para medir a maturidade digital da construção, identificar desafios e oportunidades e compreender o impacto crescente de tecnologias como BIM e inteligência artificial nas rotinas profissionais.

Confira a íntegra da entrevista, a seguir: 

Perspectiva CAU: O que esta nova edição da “Pesquisa Nacional sobre Digitalização no âmbito da Indústria da Construção” pode revelar sobre a maturidade digital do setor no Brasil?

Erik Vinicius de Aquino e Santos: Esta nova edição vai nos permitir atualizar uma leitura que já vem sendo construída desde 2022: em que medida a transformação digital está deixando de ser apenas uma expectativa e passando a fazer parte da prática cotidiana dos profissionais da construção.

A pesquisa ajuda a identificar o grau de conhecimento, adoção e uso efetivo do BIM entendido como um processo de transformação digital do setor da construção, e não apenas como uma tecnologia ou ferramenta específica. Também mostra se os profissionais estão avançando na construção de capacidades, na organização dos processos de trabalho, na gestão da informação, na integração de fluxos digitais e na colaboração entre os diferentes agentes envolvidos no fluxo de trabalho.

Outro aspecto que ganha relevância nesta edição é a emergência da inteligência artificial e sua rápida integração ao mundo do trabalho. A pesquisa permitirá mapear como essas novas capacidades estão sendo incorporadas às rotinas profissionais para entender de que forma dialogam com os processos de digitalização já em curso e quais oportunidades e desafios trazem para arquitetos, urbanistas, engenheiros e demais profissionais da construção.

A pesquisa revela capacidades e lacunas. Ela mostra se o setor está conseguindo transformar interesse em prática, prática em continuidade e continuidade em ganhos concretos para profissionais, empresas e instituições.

Perspectiva CAU: O que mudou no setor da construção desde as últimas edições da pesquisa que torna necessário um novo levantamento em 2026?

Erik Vinicius de Aquino e Santos: Desde as primeiras edições da Pesquisa, a transformação digital ganhou ainda mais centralidade na agenda da construção. BIM, gestão da informação, colaboração digital, uso de dados e, mais recentemente, inteligência artificial passaram a ocupar um espaço crescente nas discussões técnicas, institucionais e profissionais do setor.

As edições anteriores mostraram um ponto de partida muito claro: os profissionais reconhecem a importância da transformação digital e têm percepção majoritariamente positiva sobre BIM, mas grande parte ainda se encontra em fases iniciais de adoção, com experiências isoladas, baixa continuidade e desafios de capacitação.

Um novo levantamento em 2026 é necessário justamente para entender como esse cenário evoluiu. Precisamos saber se o interesse identificado nas edições anteriores se traduziu em práticas mais consistentes, se a adoção de BIM avançou para usos mais integrados e se novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial, já começaram a impactar as rotinas de trabalho.

A continuidade da Pesquisa permite acompanhar tendências ao longo do tempo superando as limitações típicas dos retratos pontuais. A série histórica ajuda a medir a evolução da maturidade digital do setor e a gerar insumos mais qualificados para ações de capacitação, estratégias institucionais e políticas públicas.

Perspectiva CAU: Por que a participação dos profissionais é decisiva para a qualidade dos resultados da pesquisa?

Erik Vinicius de Aquino e Santos: A qualidade da pesquisa depende diretamente da participação dos profissionais. São eles que conhecem, na prática, as dificuldades de adotar novas tecnologias, de reorganizar processos, de qualificar equipes, de atender exigências de clientes e de adotar BIM no cotidiano de trabalho.

Cada resposta ajuda a construir uma visão mais precisa do setor. Quando arquitetos, urbanistas e engenheiros participam, a pesquisa ganha força para mostrar desafios específicos por perfil profissional e prioridades reais de capacitação e apoio institucional.

Participar é uma forma concreta de contribuir para que as decisões sobre transformação digital na construção sejam baseadas na realidade vivida pelos profissionais. A pesquisa só tem valor setorial porque parte dessa escuta direta que volta em ações cada vez mais eficazes.

Por isso, a participação dos profissionais é central. A inteligência do setor está, antes de tudo, na experiência de quem projeta, executa, coordena, gerencia, fiscaliza e toma decisões todos os dias. Cada resposta ajuda a transformar essa experiência em evidências capazes de impulsionar o futuro da construção brasileira.

Com informações e foto do CAU/BR

Fique por dentro das notícias e atualidades do universo BIM

Cadastre-se e receba, semanalmente, o informativo Radar BIM Fórum Brasil, com notícias atualizadas sobre tendências, novas tecnologias, práticas BIM, casos de sucesso, legislações, padrões internacionais e inovações no mercado. Também tenha acesso à agenda de eventos, cursos, premiações e consultas públicas. Informe seu e-mail para receber todas essas novidades diretamente na sua caixa de entrada. || IMPORTANTE: Temos o compromisso de respeitar sua privacidade e cumprir com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).